sexta-feira, 17 de abril de 2015

Hoje é o dia do Malbec!

A uva Malbec nasceu na França, mas é a irmã mais nova e argentina que faz sucesso hoje e que fez do Malbec um vinho conhecido, consumido e admirado no mundo inteiro.
Descubra aqui a história do Malbec, confira cinco rótulos com o melhor custo-benefício e conheça ainda um Malbec que não é para beber.





A história
Foi num 17 de abril, mas de 1853, que um engenheiro agrônomo francês - Michel Aime Pouget - plantou as primeiras mudas de Malbec em Mendoza. Desde então, o Malbec é a uva símbolo da Argentina, com vinhos consagrados, e a região de Mendoza, referência mundial em vitivinicultura. O que pouca gente sabe é que esse tipo de uva teve origem na França, mais precisamente na região de Cahors, ao sudoeste do País. Os primeiros vinhedos de Malbec francês foram criados ainda pelos romanos, e viveram seu auge e glória durante a Idade Média. Hoje essa irmã mais velha perdeu espaço para Mendoza, a mais nova. 

A uva in natura, criada pelos gregos e base para um dos vinhos mais apreciados do mundo

Bem, se faltava motivo para abrir um Malbec hoje e comemorar, faça um brinde a Michel Aime Pouget e delicie-se com essa bebida de um rubi púrpura inigualável.

Sem pesar no bolso
Confira cinco rótulos a menos de R$ 30,00:



Brandsen, Argentina, 2014
No Angeloni por R$ 21,90
Estancia Mendoza, Argentina, 2014
Na Evino por R$ 24,90
Finca La Promesa, Argentina, 2013
Na Wine por R$ 26,00

Los Haroldos, Argentina (2013)
Na Super Adega por R$ 26,90

Bodegas Barberis, Argentina (2014)
Na Wine por R$ 29,00

Todos os vinhos podem ser comprados pela internet:
www.wine.com.br
www.superadega.com.br
www.evino.com.br
www.angeloni.com.br


Malbec para sentir, não para beber


Outra dica muito legal para o Dia do Malbec é presentear alguém com produtos feitos com a uva, mas não necessariamente para beber. O Boticário lançou o Malbec Absoluto e essência da fragrância é originária de uma pesquisa que começou com o retorno especialistas de O Boticário às vinícolas de Mendoza, na Argentina. Na ocasião, foi descoberto que vinhos icônicos têm como base, em sua produção, uma fórmula concentrada exclusiva. Este aroma foi captado pelo sistema de headspace – técnica que utiliza equipamentos altamente sofisticados para reproduzir em laboratório a essência de um elemento sem precisar extraí-lo da natureza. Hoje, só porque é o Dia do Malbec, em oferta por R$ 98,00.                                      

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Vai aí um bife com batata?

Bife Ancho, T-Bone ou Filé Duplo, o mesmo corte com um máximo de sabor
Não existe combinação mais universal. Toda cultura tem seu bife com batata. Toda família tem o melhor jeito de fazer o seu. Eu faço um que o pessoal lá em casa adora. Rápido, saboroso, quase light...

Compro o chamado "bife duplo", que nada mais é do que um corte com o filé mignon de um lado e o alcatra do outro, divididos por um osso. Também chamam por aí de "Bife Ancho" ou de "T-Bone". Não tempero. Esquento uma grelha de ferro no fogo forte e quando está bem quente eu pincelo com azeite os dois lados do bife e deito sobre a grelha. Conto dois minutos e viro com uma espátula, sem espetar o bife. Tempero com sal daquele lado. Dois minutos depois, viro novamente, tempero com mais sal e coloco uma colher de sobremesa de manteiga sobre ele. Apago o fogo e já tiro o bife da grelha para não cozinhar por dentro (o ideal é que ele fique com uma crosta por fora e levemente rosado na parte interna).

Acompanhamento? O bom é aproveitar o que já temos na geladeira. Desta última vez fiz batatinhas refogadas com alho e salsinha, acompanhando aspargos frescos na manteiga com queijo brie. E também uma pequena porção de tabule (tomate picado + hortelã + trigo para kibe + azeite + sal) dentro de uma folha de alface americana.
E aí, bóra esquentar a chapa?


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Gustav Klimt, o mago das pinceladas douradas






Judite II (Salomé), de 1909
Se está nos seus planos ir a Paris nos próximos meses, não deixe de conferir a exposição “No Tempo de Klimt, a Secessão em Viena”, que traz 180 obras de Gustav Klimt trazidas de museus austríacos e coleções privadas. Foi o que fiz neste mês e confesso que foi uma das boas surpresas da viagem. A mostra, que acontece na Pinacoteca de Paris até 21 de junho deste ano, impressiona pela beleza emblemática do art nouveau do pintor conhecido mundialmente por ter introduzido o dourado nas pinturas, herança cultural do seu pai ourives.

Mas nem pense em poder ver todas as obras de Klimt reunidas por lá. Parte delas, permanencem em Viena, na Galerie Belvedere, berço que emoldura até hoje as suas obras mais famosas, entre elas a maior de todas, “O Beijo”. Em Paris, apesar do acervo exposto ser farto – e escandalosamente lindo – ele se refere tão somente à fase da Secessão de Viena, movimento fundado por Klimt e outros artistas e intelectuais contemporâneos.

Entre as obras expostas, está Judite (1901), que também estampa com maestria o cartaz da mostra. Dedique alguns minutos a ela, observando os detalhes plásticos surpreendentes da roupa, das jóias, das formas corporais e do fundo art noveau, tudo envolto nos dourados excessivos que imprimiram a marca do pintor austríaco. Mas é outra obra, o “Friso de Beethoven” (1902), a principal atração e sua criação mais amblemática. Isto porque ela é um ícone da Secessão de Viena, sobreviveu a apreensões nazistas e a reivindicações de herdeiros e ficou de certa forma ligada ao conceito de modernidade imputado a Klimt neste movimento. Historiadores e críticos de afirmam inclusive que sem a Secessão não teria havido o movimento Expressionista. 




Fragmentos de "Hino à Alegria", pormenor do Friso de Beethoven (1902)

O passeio pela Pinacoteca e pelas pinceladas mágicas de Klimt vale o preço do ingresso. Mas, prepare-se para a fila e reserve pelo menos uma hora para a espera. As salas são extremamente pequenas e as pessoas concorrem para ter a melhor visão de cada obra. E, embora vários museus da França tenham liberado o uso de máquinas fotográficas sem flash, lá na Pinacoteca ainda é terminantemente proibido. Inadvertidamente fiz, levei bronca pública, mas em compensação tenho agora o prazer de dividir aqui algumas imagens com vocês.




Au temps de Klimt, la Sécession de Vienne
Endereço: Pinacothèque de Paris
28 Place de la Madeleine, 75008 Paris
Data: até 21 Junho de 2015
Hora: 10h30 às 18h30
Telefone: 01 42 68 02 01
Preço: 14€

quarta-feira, 1 de abril de 2015

CACTOS PARA TODOS OS GOSTOS



Amo cactos. Meus amigos não têm dúvidas quanto a isto. Até a minha casa chama-se Casa Cactos porque reúne vários deles no jardim. Numa recente viagem pela França, me deu prazer ver que em Paris a maioria das vitrines das floriculturas exibiam belos espécimes de cactos. Tendência total não só nos jardins mas também em eventos contemporâneos e restaurantes da moda. Em algumas grifes, eles estão não só nos catálogos, mas ocupando o espaço interno das lojas. 



Lá, tive o privilégio de conhecer um lugar fantástico, simplesmente único: o Jardin Exotiqué de Eze Village, balneário na Côte D'Azur a 9 km de Nice. Dependurado num penhasco à beira do Mediterrâneo, este jardim reúne mais de 300 espécies de cactos vindos de todo o planeta. Lindos, tortos, de toda cor, sem cor, lisos, furados, gigantes, espinhudos, minúsculos, cabeludos, em flor... Há cactos para todos os gostos que se misturam às pedras e à beleza única do lugar. 





A entrada custa 6 euros e crianças não pagam. Mas também não aconselho que crianças acompanhem. O caminho é íngreme e pouco seguro se considerarmos a altitude de quase 800 metros penhasco abaixo. 


Vale dizer que além dos cactos, o jardim é também um parque de esculturas e possui pracinhas para meditação, para relaxar ou simplesmente para apreciar a magnífica vista.


Gostou? Então anota a dica para sua próxima viagem:


JARDIN EXOTIQUE D'EZE
Rue du Château
Vieux Village
06360 - EZE
Tel. : +33 (0)4 93 41 10 30
Fax : +33 (0)4 92 10 60 50
eze@webstore.fr
http://eze-tourisme.com/fr/decouvrir-visiter-se-divertir/visiter-eze/le-village.html



segunda-feira, 30 de março de 2015

O SAL DA TERRA

Documentário mostra o sensível trabalho do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. Em cartaz, no Paradigma Cine





Era 1986 quando ouvi falar pela primeira vez em Sebastião Salgado. O fotógrafo brasileiro, que já acumulava experiências raras mundo afora como ter documentado o atentado a tiros contra o presidente dos EUA, Ronald Reagan (1981), estava lançando seu primeiro livro, o “Outras Américas”. Esta obra me deu naquela época uma narrativa visual nova, que eu absolutamente não conhecia. A amarga vida dos remanescentes de tribos indígenas na América Latina, a temática do livro, estava ali retratada em imagens de uma profundidade intensa, belas demais do ponto de vista estético, e tristes ao extremo, pela carga histórica que sustentavam. E é essa intensidade, que reside na beleza e no realismo sofrido dos povos, que potencializa o trabalho único e sensível do brasileiro Sebastião Salgado.

Essa antiga percepção foi revisitada agora, e de forma mais abrangente, no filme documentário “O Sal da Terra”, que está nos cinemas desde o último dia 26, em Florianópolis no Paradigma Cine. O trabalho, fruto do casamento do consagrado diretor alemão Win Wemders (de ”Paris,Texas”/ 1984,  “Buena Vista Social Club”/1999 e tantos outros) e de Julio Salgado, filho e entusiasta do projeto, é um sucesso de crítica e ao que indica também será de público. Público, que fique claro, que curte o formato documentário e que, acima de tudo, tenha afinidade com o trabalho de Sebastião Salgado.

O documentário é fácil de ver e de absorver o jeito de ser de Salgado. Com várias tomadas em preto e branco, que se entremeiam a fotos do artista e dele próprio trabalhando, a narrativa é feita ora por Wenders, ora por Salgado e, em boa parte, pelos próprios depoimentos contidos no documentário. A trajetória, desde a infância até a compra da primeira câmera e, conseqüentemente das primeiras experiências como fotógrafo, apesar de organizada de forma cronológica não é nem de longe maçante, como tinha tudo pra ser.


Aos poucos, vamos nos apaixonando pela história, pela importância da mulher de Salgado no rumo das coisas, pelas viagens e desafios que ele atravessa. É impossível não se emocionar com as belas fotos de Mali, de Ruanda, de Serra Pelada e de tantos outros lugares que Salgado passou e registrou o sentimento de um povo como quase ninguém fez ou faz. Na luz do olhar de uma criança que foca o nada, na lágrima resplandecente de uma índia idosa que denuncia o passado duro, nas rugas cheias de esperança que cortam a pele castigada do garimpeiro. Residem ali a alma do trabalho de Sebastião Salgado e ela está desnuda nesse documentário.

A verdade é que alguns críticos, uma minoria repetitiva, vão insistir na tese da “estetização da miséria”, atribuída a ele tantas vezes. Outros, por sua vez, já estão defendendo a tese da luta de egos, pelo fato de ter se juntado num mesmo filme um ícone da direção cinematográfica e outro da fotografia, cada qual com seus propósitos. Eu, uma pessoa comum e filha de Deus, vejo como uma rara oportunidade de conhecer o trabalho deste brasileiro cheio de talento, de histórias e que criou uma linguagem visual só dele. É uma espécie de homenagem pelo trabalho ao longo de 40 anos, não de fazer fotos simplesmente, mas de conseguir abrir nossos olhos para a questão social e ambiental em vários cantos do planeta.  É merecido ele poder deixar seu legado nesse documentário que, por pouco mesmo, não levou a estatueta do Oscar 2015 como o Melhor Documentário. Vale conferir.


Título original: Le Sel de La Terre
Direção: Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado
Roteiro: Wim Wenders, Juliano Ribeiro Salgado e David Rosier
Produção: David Rosier
Fotografia: Hugo Barbier e Juliano Ribeiro Salgado
Edição: Maxine Goedicke, Rob Myers
País: Brasil, França, Itália
Ano: 2014
Tempo: 110 minutos
Exibição em Florianópolis: Paradigma Cine Arte (SC-401 Corporate Park), até 08/04/2015

sexta-feira, 13 de março de 2015

Comidinhas para ver o último capítulo da novela



Três pratos que parecem muito sofisticados e de difícil preparo, mas que são um arraso quando você tem mais o que fazer como, por exemplo, assistir ao último capítulo do "abominável homem de preto"!
 Pernil suíno de forno e saladinha como prato principal e, de entrada, cogumelos frescos recheados e gratinados. Mãos à obra?


Primeiro prepare o pernil, que precisa de pelo menos duas horas de forno. Então faça o seguinte: compre um pernil já temperado. Isso mesmo, deixe seu preconceito de de lado, supere mais essa e vá adiante. Tire da embalagem, passe uma colher de manteiga por cima, cubra com papel alumínio, leve ao forno e esqueça por 2 horas. Nos últimos 15 minutos tire o papel alumínio para dourar. Transfira para uma tábua ou travessa e decore como quiser. Eu gosto de já deixar as fatias finas cortadas e combinar com cebolinhas em conserva e pimenta biquinho. Importante ter uma boa mostarda para acompanhar.

A salada para acompanhar deve ser leve, com muitas folhas e o que mais você tiver na geladeira e nos potes do armário. Esta da foto leva rúcula, alface americana, pepino, tomate cereja, rabanete e abacate.





Use seu momento gourmet na hora de preparar a entrada, que deve ser a última fase. Mesmo assim é muito fácil e rápido. Vamos lá:


Cogumelos Paris recheados e gratinados 1 bandeja de cogumelos frescos, mais ou menos 8 unidades grandes 1/2 cebola picada 1 dente de alho picado 1 tomate ralado 2 colheres de sopa de azeitona preta picada 3 colheres de creme de leite Sal e pimenta Salsinha e cebolinha a gosto Queijo ralado por cima para gratinar 

Como faço: Limpo bem os cogumelos na água corrente com uma escovinha macia. Tiro o miolo do cogumelo e deixo uma cavidade para colocar o recheio. Reservo o cogumelo retirado já picadinho. Numa panela, refogo alho e cebola e coloco o cogumelo retirado. Acrescento um tomate ralado (sem as cascas), a azeitona, o creme de leite, tempero com sal e pimenta e coloco o cheiro verde depois que desligar o fogo. Recheio os cogumelos e levo ao forno com queijo ralado por cima. Em 15 minutos estará pronta essa entrada maravilhosa, sofisticada, vegana e super saudável.




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Frank Underwood está de volta

Estreia nesta sexta-feira a terceira temporada de House of Cards



“Nós somos assassinos, Francis”, diz Claire já com sintomas de arrependimento. “Somos sobreviventes”, rebate ele. 



Pelo trailer que a Netflix divulgou da terceira temporada de House of Cards e que estará no ar nesta sexta-feira, dia 27, a trama promete. E muito. Com mais poder que antes e não menos ambicioso, Frank Underwood (Kevin Spacey) é agora o presidente dos EUA e junto de Claire (Robin Wright) formam o casal mais poderoso do mundo. Na vida real também já se pode dizer que eles são poderosos: os dois ganharam o Globo de Ouro como melhores atores, ele no último dia 11 de janeiro e ela no ano passado. Sem contar os três prêmios Emmy já faturados.




Claire arrependida das artimanhas que fizeram juntos?





O que se sabe por ora desta terceira temporada é que o governo de Frank enfrentará uma crise internacional com a Rússia, e que Claire (Robin Wright), já como primeira-dama, se envolverá com as Nações Unidas. Um dos complicadores da história também terá relação com um furacão que colocará em perigo a Costa Leste do país.

Coleção de prêmios Emmy e Globo de Ouro: casal poderoso dentro e fora das telas
Assista ao trailer aqui e não marque nada para sexta-feira à noite. Frank Underwood, o parlamentar sem escrúpulos com o maior número de seguidores do planeta, vai tomar conta do seu final de semana. Afinal, o Netflix promete disponibilizar os 13 espisódios desta nova temporada de uma só vez. A previsão é de que pelo menos meio milhão de pessoas assistam à estreia da terceira temporada. Só nos EUA.

E vc perdeu a primeira e a segunda temporadas? Estão ainda disponíveis no Netflix, veja post do blog sobre elas aqui.



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

5 comidinhas que nem parecem de dieta

Para inspirar a segunda-feira - dia internacional da dieta - deixo algumas receitinhas para variar aquele cardápio manjado, do tipo salada + grelhado. Coisa fácil e que você poderia jurar que não é comida de dieta. Vamos lá?

Muffin de Espinafre

Não faz cara feia. Se você não gosta de espinafre substitua por outro verdinho que possa ser cozido (couve, brócolis, acelga ou algo assim). O legal dessa receita é que não leva nenhum tipo de farinha, mas não é indicada para quem tem alergia ou intolerância à lactose. Você vai precisar de seis ovos inteiros, meia lata de creme de leite, 3 fatias de presunto picadinho (pode ser blanquet de peru), meio copo de queijo (prefira um com pouca gordura, como minas ou ricota), espinafre picado, sal defumado (isso vai dar um sabor especial) e um pouco de pimenta moída na hora. Misture tudo e leve par assar em pequenas forminhas untadas (aquelas para cupcake ou empadas). Vinte minutos e estará pronto.



Pizza sem farinha


Peguei tempos atrás essa receita de uma daquelas páginas do Dr. Atkins. Não acreditei muito que daria certo. Mas deu. Não fica igual, mas caprichando no recheio, dá para enganar bem.  Anota aí:



Massa:
2 ovos
1 pacote de gelatina sem sabor
4 colheres de sopa de água
100 ml de creme de leite
50gr de queijo ralado
1 colher de sopa de farinha de soja
sal

Bata tudo no liquidificador. Espalhe numa forma e leve ao forno pré-aquecido por 10 minutos. A dica é cobrir a forma com papel manteira. Tire do forno e coloque 3 colheres de molho de tomate. Para não agregar muito sódio e nem o carboidrato que todos os molhos prontos tem, eu faço um molho vapt-vupt em casa: corte dois tomates ao meio e passe cada uma das metades num ralador de legumes até chegar à casca, que deve ser descartada. Tempere com sal marinho, orégano e um fio de azeite. Está pronto. O recheio é por sua conta. Nesta pizza da foto, o recheio é bem simples: tomate picado, mussarela de búfala e manjericão. Depois é só levar ao forno por mais 5 ou 10 minutos e você terá uma deliciosa pizza low carb.



Espetinhos Mata-Fome


Se você até consegue abrir mão do carboidrato, mas é difícil dar adeus à carne, essa receita é facílima de fazer e vai saciar a sua fome. Compre aqueles espetinhos de madeira que são vendidos em supermercados, caso você não tenha os de metal. É o famoso brochette (francês) ou o xixo (gaúcho). A ideia é mesclar carnes com legumes, então lance mão de tomatinho cereja (ou tomate cortado em cubos grandes), cebola, cogumelo Paris fresco, pimentão de qualquer cor, peito de frango, alcatra ou patinho, file mignon suíno light e o que mais você tiver na geladeira. Só não vale bacon, camarão, linguiça e carnes gordas.
Primeiro tempere os ingredientes de acordo com o seu gosto (sal, pimenta, páprica, tomilho...), depois vá alternando um pedaço de legume e um pedaço de carne até completar o espetinho todo. Quanto mais colorido melhor. Para assar você pode usar uma grelha sobre uma forma e colocar no forno pré-aquecido por 20 minutos ou grelhar diretamente na frigideira, girando de vez em quando. Na brasa, fica ainda melhor.


Falsas Panquecas

Elas ficam lindas e ninguém diz que não tem farinha de trigo. Acho também que ficam mais saborosas. Você vai precisar de:

1 ¼ de xícara (chá) de couve - flor cozida, cortada em miúdos
½ colher (sopa) de óleo de girassol
1 ovo
1/2 xícara de água
1/2 xícara de aveia (triturada)
1 pitada de sal
½ cebola picadinha
½ colher (chá) de fermento em pó
Queijo ralado e cheiro verde são opcionais

Bata tudo no liquidificador, menos a salsinha que deve ser acrescentada no final. Esquente uma frigideira e com uma concha espalhe uma porção. Doure de um lado e de outro. Ela fica um pouco mais grossa que a panqueca original. Reserve e recheie com o sabor da sua preferência. E se quiser, nem recheie, passe apenas um cream-cheese light e ficará ótima.




Tapioca Caprese


A farinha de tapioca não tem glúten. Ponto para ela. Compre no supermercado aquela chamada de "goma" que já vem hidratada e é mais fácil de preparar. Se quiser fazer uma receita funcional, coloque alguns grãos de chia e sal marinho. Eu uso uma frigideira com teflon e espalho uma fina camada da goma. Quando ela começa a tomar forma, é a hora de virar e colocar o recheio. Para fazer uma tapioca Caprese, coloque tomate picadinho com sal e azeite, um pouco de ricota e folhinhas de manjericão. Dobre o meio, vire novamente e um minutinho depois estará pronta. Eu ainda acrescento umas folhinhas de rúcula. Outras dicas light de recheio: rodelas de tomate com castanhas picadas; blanquet de peru com ricota ou cream chesse light; e frango desfiado com curry. Todas ficam ótimas e nem parecem comida de dieta.



E aí gostou deste "Top Five"? E vc, o que faz quando não pode sair da dieta e não quer comer comida de dieta?





quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Receitas para a Quaresma


Frei Betto, um apreciador do bem comer
Sempre que chega a Quaresma tenho vontade de rever as receitas de um livro que me faz muito bem: “Comer como um Frade”. Sucesso literário do início dos anos 2000, foi elaborado pelo jornalista, antropólogo, escritor, filósofo, e também frade dominicano adepto da Teologia da Libertação, Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto. Diferente de alguns padres que ainda apregoam que na Quaresma não se deve comer carne, Frei Betto, que é cozinheiro desde que foi escoteiro na infância, prefere seguir a linha de que “impuro não é o que entra pela boca do homem, mas o que sai do seu coração”. E ele sabe como poucos apreciar um bom vinho e a comida bem feita.


Sucesso editorial e um dos 60 livros publicados por Frei Betto
Frei Betto diz no livro que Jesus nunca foi adepto do vegetarianismo, que inclusive cita churrascos nas suas parábolas, e que o homem deve comer para viver e não o contrário. “Ouça o próprio corpo, coma e beba moderadamente, e o corpo e o espírito agradecerão”. E vai mais longe: “Faça jejum pelo menos uma vez por semana, basta o café da manhã e líquidos ao longo do dia. E, periodicamente, abstenha-se de que você mais gosta.” Adepto do “menos é mais”, esta é a fórmula do Frei Betto para valorizar o que temos e apreciar melhor os prazeres da vida. Boa dica para a Quaresma, não?



Passagens bíblicas e citações temperam o livro
O livro “Comer como um frade”, que tem como intertítulo “Divinas receitas pra quem sabe por que temos um céu na boca” é delicioso e reúne algumas receitas únicas, equilibradas, bem brasileiras, para quem aprecia a boa e simples gastronomia, claro, sem cometer o pecado da Gula. A obra é recheada de conselhos de bem viver e bem apreciar os ingredientes que a terra nos dá. Passagens bíblicas e citações de santos sobre comes e bebes também divertem e instruem os seguidores. A cada receita, há pelo menos uma citação e todas são batizadas com nomes, digamos assim, celestiais. Do tipo: “Truta à Santa Matilde”, “Feijão Angelical” e “Mousse de Fruta ao Arcanjo Gabriel”. 

Vou deixar aqui a receita da Sopa Dominicana, divina, leve, facílima de fazer. Ótima pedida para este período de poucos excessos.

Sopa Dominicana, simples e deliciosa
Cozinhe em água uma abóbora cortada em fatias tipo canoa. Retire a polpa da casca e volte-a à água do cozimento. Coloque sal. Acrescente ervas de provence  e um vidro de leite de coco. Deixe cozinhar em fogo brando. Sirva bem quente. Se quiser, pique queijo-de-minas no prato fundo antes de servir a sopa. Ou ponha croutons – pequenos cubos de pão fritos no azeite.





Onde comprar o livro: Nas livrarias virtuais ele está praticamente esgotado. Ainda é possível achar na Saraiva online por R$ 28,00 + frete. Outra dica são os sebos, já que o livro é de 2002. Hoje está na 6a. edição (2014).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

FILMES QUE DÃO A MAIOR VONTADE DE VIAJAR

Atire o primeiro passaporte quem nunca foi ao cinema e saiu de lá obcecado por fazer uma viagem qualquer. Cinema não faz só você viajar, metaforicamente falando, faz também com que você fique sonhando com a próxima viagem que vai fazer de fato. Assistir por exemplo ao “Meia-Noite em Paris” e não ter vontade de voltar à cidade luz naquele exato instante equivale ao “te ver e não te querer” do Samuel Rosa, ou seja, “é improvável , é impossível”. Não fosse assim, a indústria cinematográfica de Holywood não faturaria tantas doletas promovendo novos e velhos destinos mundo afora. 

No delicioso "Sideways" você viaja com os protagonistas por um roteiro incrível de vinícolas na Califórnia

















Se você ainda não sabe, há instituições criadas em diversas cidades, estados e países que tem como único objetivo aumentar o número de visitantes por meio de produções cinematográficas. Esse foi o caso de Santiago de Compostela que, coincidência ou não, triplicou o número de visitantes nos últimos dez anos. Tudo isso depois de ter criado em 2001 o SFCF - Santiago de Compostela Film Comission, que nada mais é que um serviço público dirigido ao setor audiovisual com o objetivo de promover Santiago através da captação de filmes com ambientação local. Desde então, mais de uma centena de longas e comerciais internacionais rodaram por lá.

"Sob o Sol da Toscana", paisagens maravilhosas para os viajantes românticos
















Não é por acaso que a maior parte das cidades que vira cenário de filmes paga – e bem - por isto. Às vezes não em espécie, mas com uma série de benefícios para a produção como hospedagem e alimentação de toda a equipe, compra de equipamentos e até mesmo garantia de aportes privados através de leis de incentivo à cultura.

E o resultado vem. Uma pesquisa feita pelo instituto francês de opinião pública com turistas estrangeiros em Paris mostrou que filmes ambientados na França influenciaram a decisão de visitar o país em 61% dos casos. Palmas para a Film France, o organismo que promove a realização de filmes estrangeiros em território francês, e para a Atout France, a entidade que define as estratégias para receber os turistas atraídos pelo cinema.

"Manhattan", um dos primeiros filmes de Woody Allen. Cineasta deve ser o maior promotor de viagens a NY do mundo




















E aí, tá se sentindo manipulado, usado, meio fantoche? Keep calm! De todas as perversidades cometidas com o objetivo de controlar comportamentos em massa, vamos combinar que esta é uma das mais deliciosas. Então viaje e, se fizer você se sentir melhor, faça de conta que foi uma decisão toda sua, sem interferências externas. Baixe o filme, aperte os cintos e escolha aqui o seu próximo destino: 






Itália
Julia Roberts, em "Comer, Rezar e Amar"


“O Poderoso Chefão” (1972 –1974 - 1990) –Sicília, em especial Corleone

“Cinema Paradiso” (1988) – Sicília

“Sob o Sol da Toscana” (2003) – Toscana

“Cartas para Julieta” (2010) – Verona e região




França

“Último Tango em Paris” (1972) – Paris

“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001) – Paris

“Um Bom Ano” (2006) – Sul da França
"Meia-Noite" em Paris e as belas cenas da capital francesa

“Meia-Noite em Paris”(2011) – Paris e arredores




Espanha

“Vicky Cristina Barcelona” (2008) – Barcelona

"Meia-Noite em Paris" e as belas cenas da capital francesa


“O Caminho de Santiago de Compostela” (2010) – Espanha e parte da França




Reino Unido
Cena clássica que leva você a esse jardim em Notting Hill



“Um lugar chamado Notting Hill”(1999) – Londres

“O Dário de Bridget Jones” (2001) – Londres

“Closer” (2004) - Londres

P.S. Eu Te Amo (2007) – Irlanda








Barcelona e Penélope Cruz, tem como não gostar?



Estados Unidos

“Taxi Driver” (1976) – Nova York

“Manhattan” (1979) – Nova York

“Los Angeles – Cidade Proibida” (1997) – Los Angeles

“Sideways” (2004) – Califórnia

Crash – No Limite (2005) – Los Angeles




Leonardo Di Caprio em "A Praia", viajou?








Ásia


“A Praia” (2000) – Tailândia

“Encontros e Desencontros” (2003) – Tóquio

“Sete Anos no Tibet” (2007) – Tibet



Brasil
Cenas de "Rio" para gringo babar (e brasucas idem!)






“Rio” (2011) – Rio de Janeiro

“Tainá” (200 – 2004 - 2013) – Amazônia

“Bem-vindo a São Paulo” (2004) – São Paulo










Múltiplos destinos
"Diários de Motocicleta": viagem para a América do Sul

“Antes do Amanhecer” (1995) – Viena, Paris 


“Diários de Motocicleta” (2004) –América do Sul

“Comer, Rezar, Amar” (2010) – Itália, Índia e Indonésia

“Sex and the City 2” (2010) – Abu Dhabi e Nova York

“Na Natureza Selvagem” (2007) - Costa Oeste dos Estados Unidos e Canadá até o Alasca






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