Mostrando postagens com marcador Florianópolis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Florianópolis. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de maio de 2015

Você já foi a uma aula de gastronomia?

 O interesse cada vez maior por gastronomia fez crescer, e muito, a oferta de cursos, workshops, oficinas e as mais variadas formas de vivenciar a experiência de cozinhar. O que era obrigação para nossas mães e hobby para alguns privilegiados virou uma verdadeira febre nacional.
Há quem ame tudo que é ligado a gastronomia e quer cada vez mais se especializar sobre o assunto. Há os que, mesmo tendo pouca noção de cozinha, estão interessados em aprender e a engrossar o batalhão dos gourmets de ocasião. E há ainda os que não gostam de forno e muito menos de fogão, mas adoram comer bem, e assim não perdem a oportunidade de, mesmo sem colocar a mão na massa, procurar saber mais sobre ingredientes, técnicas, novidades e gourmandisses da moda. Para todos estes perfis as aulas de gastronomia não profissionalizantes são um caminho sem volta.



Lu Daux: agenda lotada
A colunista e gastrônoma Luciane Daux, de Florianópolis, sabe bem disso. Desde que começou a ministrar aulas para pequenos grupos na cozinha da sua casa, há praticamente três anos, está com a agenda lotada. Claro, não só porque o mercado está aquecido e as pessoas viciadas no assunto, mas também porque a profissional reúne um curriculum invejável e um talento todo próprio para ensinar e seduzir. Sim, gastronomia é um ato de sedução!


Tive o prazer de ser convidada para algumas aulas da Luciane Daux, sempre com um grupo pra lá de animado, formado integralmente por mulheres, que se batizaram de "Espertas Borbulhantes". Geórgia, Giovanna, Yara, Pollyana, Luciana, Anita, Isabela, Paula, Simara, Samira e Ana Cristina.Todas ávidas por saber mais sobre gastronomia, mas cada uma com uma bagagem de cozinha e de vida diferentes. Empresárias, a maioria acima dos 40, apreciadoras da boa gastronomia e de bons espumantes, falantes e divertidas. O encontro é uma festa e Luciane Daux tem que ter pulso firme,  aliado à elegância que lhe é nata, para mantê-las no foco: aprender técnicas e novos pratos da gastronomia contemporânea. Não é fácil.


As "Borbulhantes"perfiladas e equipadas para a aula
A aula, na verdade, já começa alguns dias antes quando é definido o cardápio num grupo de whatsapp das Borbulhantes. Luciane lança as ideias de pratos,  as integrantes avaliam e, depois de algumas centenas de plins-plins irrequietos, o grupo está com o menu pronto. O grupo de whats funciona para unir ainda mais o grupo e gerar um certo clima de ansiedade para a aula.


Apostila traz menu do dia, receitas e dicas


Cada encontro, que dura aproximadamente três horas e termina com um maravilhoso jantar, ensina pelo menos quatro pratos de elaboração sofisticada. Geralmente é uma entrada, um prato principal ou dois, um acompanhamento ou dois e, sempre, uma sobremesa. Todos já testados por Luciane e organizados num menu temático. Cada aluna recebe uma apostila caprichada, com receitas exclusivas e dicas de fornecedores de ingredientes e de utensílios.


Boelando melão com a técnica certa
No último encontro, "Jantar de Outono", todos os pratos escolhidos, apesar não apresentarem uma alta complexidade no preparo, agregaram à turma algumas técnicas de cozinha muito legais, como flambar com conhaque, eviscerar camarões, bolear melão para salada, preparar o desenforme bem sucedido de um sorvete italiano e, acredite, até abrir com elegância e segurança uma garrafa de espumante. Tudo útil, preciso, funcional.


Aulas sempre explicam mais sobre azeites e harmonização com outros temperos


Mão na massa: eu e Luciane Daux finalizando o Risoto de Pato

A aula, que acontece na bancada da cozinha de Luciane, é um passo a passo dinâmico e divertido. Todos os pratos são preparados do início ao fim em frente aos alunos e sempre alguém é requisitado para ajudar no preparo. Eu, por exemplo, preparei junto com a mestra um Risoto de Pato com Abóbora e lascas de amêndoas. Divino. 









Foram executadas outras duas receitas salgadas: uma salada "Mare e Monti" de presunto cru, melão e camarões; e também um carpaccio de roast beef de mignon com aspargos frescos e molho balsâmico. Difícil dizer qual deles ficou mais incrível. 


Carpaccio de mignon e aspargos
Salada "Mare e Monti"

A sobremesa foi outro show à parte de sabor e técnicas: Semifreddo de Zabaione com figos. Este sorvete,  com gosto muito delicado e que leva vinho Marsala na composição, repousa numa cama de figos frescos para ser desenformado inteiro depois. 


Semifreddo: sabor delicado e consistencia aerada
Fatias de figo fresco forram a forma do sorvete

Além das Borbulhantes, Luciane tem vários outros grupos fechados - com mulheres, sim, mas cada vez mais com homens participando também -  e com nomes igualmente criativos (Harmoniosas, Marsalas, e por aí vai) que se encontram pelo menos uma vez por mês. Mas ela também criou aulas especiais: Filé Mignon, Comida Árabe, Jantar Indiano, Frutos do Mar, um mais atraente que o outro.

Mas querem saber mesmo por que a aula da Luciane é tão boa? Na minha opinião, porque além do imenso domínio e conhecimento sobre o assunto, ela pratica uma cozinha inventiva e que dá asas à critividade, respeitando o feeling dos alunos. Não fica presa a técnicas e receitas engessadas, faz da gastronomia um aliado de prazer e de bem viver e sabe como ninguém encantar uma turma esperta e borbulhante!




Depois de borbulhar muito, o grupo todo reunido com a chef e diva da turma, Luciane Daux






Quer saber mais sobre as aulas, o talento e as receitas de Lu Daux? Corre lá babar no blog de gastronomia dela!


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Quer saborear uma pizza bem feita? Vá no Pizza Mia

Araceli em ação com seus temperos do quintal
Descobrimos, tardiamente, um lugarzinho encantador em Floripa. Escondido num quintal arborizado e pouco iluminado no Sambaqui está um dos melhores lugares para se comer uma autêntica pizza na Ilha. Trata-se do Pizza Mia, da boa anfitriã e chef Araceli Ines Schmitt. É ela que vai te receber, oferecer a garagem para você não deixar o carro na rua, mostrar o simpático ambiente que criou e, conversa vai e conversa vem, quando você se der conta ela já empunhou o rolo e está abrindo a primeira massa de pizza. Daí em diante é abrir o vinho, degustar o crostini, escolher entre os mais de 30 sabores, a maioria criados por ela, e aproveitar a atmosfera intimista e familiar.

Lousa deixa claro o conceito da casa
Convém reservar antes de ir, principalmente às sextas e sábados, porque o ambiente interno e externo abrigam juntos no máximo 40 pessoas. E vale a pena ser um deles. O lugar é acolhedor, com telas de artistas catarinenses nas paredes, interferências contemporâneas, móveis rústicos, livros de gastronomia e louça de família. Todos se sentem em casa, mesmo quando estão indo lá pela primeira vez.

Grana Padano, Rúcula e Parma. Dá pra repetir?
cantinho cult: livros, fotos e rádios antigos


A pizza? Achei exepcionalmente boa. Massa fina, crocante e ingredientes bem selecionados para cobri-la. Optamos por uma com grana padano, rúcula e parma. Fantástica. Mas há outras que ficaram na minha mira para uma próxima vez, como uma que leva cebolas caramelizadas, erva-doce e pimenta. Prefere um sabor mais convencional? Araceli separou no cardápio cerca de 15 pizzas tradicionais, daquelas que não podem faltar num boa casa do ramo. Mas alto lá, nem pense em encontrar aquelas invencionices do tipo strogonoff de frango, filé com cheddar ou coração de galinha. A proposta é respeitar a tradição, acrescentando opções de sabores da gastronomia contemporânea e manter-se fiel à massa fina e crocante. Crítica? Sim, para ficar imbatível só faltou mesmo o forno a lenha. Senão a dica, fica o desejo.





Pizza Mia
Rua Durval Pires da Cunha, 322 - Sambaqui
Florianópolis/SC
Fone: (48) 9974-3999

quinta-feira, 5 de junho de 2014

The Family Coffee Shop, a boa surpresa da semana!



O lugar é bem pequeno e super charmoso, cheio de pôsteres de grandes ídolos do cinema, das artes plásticas e da música. O lado de lá do balcão abriga máquinas de café expresso, chás orientais e xícaras que, só pelo design e procedências diversas, já valem a visita. O The Family Coffee Shop, no bairro Santa Mônica, em Floripa, que já era um point consagrado daqueles que curtem "espressos" de alta qualidade, agora surpreende com seus almoços executivos. 


Regular water: cortesia sustentável

Estive lá na terça-feira, por indicação de uma colega de trabalho na Fábrica de Comunicação. Nesse dia o cardápio era vegano (nem sempre é) e já adorei as boas vindas: uma garrafa de vidro old fashioned, com água filtrada e gelada, oferecida como cortesia. É a chamada regular water, ou tap water, tão popular nas mesas dos restaurantes de NY e de outras grandes cidades nos EUA e na Europa. Sustentável e simpático.





pétalas gratinadas de batata
caponata de beterraba
salada com mostarda e flocos de chia

Mas o melhor veio depois. De entrada, folhas verdes (dois tipos de alface, rúcula e espinafre) com molho de mostarda e flocos de chia e gergelim. Prato principal: um gratinado de pétalas de batatas com recheio de champignon Paris fresco, acompanhado de uma caponata de beterraba muito saborosa. Para fechar, um café longo tirado por quem entende do assunto. E precisa mais? Anota aí o endereço: Madre Benvenuta, 1157. Almoço: R$ 20,00, de segunda a sexta-feira.
café expresso desenhado

  

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ora, ovas!

Os caviares mais luxuosos do mundo que me perdoem, mas ova de tainha é fundamental! Fresca e assada no forno, frita, na brasa e até defumada - a chamada bottarga - é a mais pura essência da base da comida de inverno dos manezinhos da Ilha. Bate aquele ventinho sul no final de maio e o povo de Floripa já começa a sonhar com as tainhas que trarão as ovas mais desejadas do planeta. Hoje, estamos num dia assim por aqui. A temperatura em queda, o dia cinza, os pescadores com suas redes no plantão só aguardando o sinal dos olheiros em cima dos morros que avisam quando os cardumes se aproximam da costa. E quando a rede entra em ação, o povo enche a praia suportando com alegria o vento gelado e a gritaria festiva das gaivotas que prevêem o banquete de logo mais. E todos ficam ali aguardando e, no caso de necessidade, ajudando a puxar a rede com o tesouro capturado. Quem não tem esse privilégio, vai à peixaria no dia seguinte e se dá bem do mesmo jeito. É o meu caso.

Mas, vamos ao que interessa, três formas de fazer ovas de tainha em casa, você mesmo, sem requerer prática nem tampouco habilidade:

Assada no forno, não tem?
Pegue uma gorda ova dupla (eu disse dupla? sim, todas são. Mas a primeira vez que a tirei de dentro de uma tainha, a paulistana aqui achou que tinha sido sorteada - santa ignorância!) e tempere com sal fino e dois limões. Coloque numa forma e leve ao forno médio pré-aquecido por 20 minutos no máximo. Retire do forno e, ainda bem quente, faça um corte de ponta a ponta regando com azeite de oliva extra virgem. Para sofisticar, coloque um pouco de flor de sal triturada na hora.

Sequinha na churrasqueira

Tempere da mesma forma, mas enrole numa folha de bananeira. Se não tiver (e quem é que tem?) apele para o velho e bom papel alumínio, ele não vai te decepcionar. Coloque na grelha e deixe por lá o mesmo tempo necessário para aquela cerveja artesanal que foi ao freezer ficar no ponto. Desenrole o papel alumínio, coloque a bicha numa tábua e regue com muito limão e azeite. Coma assim, com palitinhos, amigos e cervejinha gelada. Pra quem não sabe, ova esfarela então comer diretamente na tábua vai exigir de você um pouco de destreza e equilíbrio.


Fritinha

Mané que é mané, frita. Com muito óleo, no processo de imersão mesmo. Não conta calorias. O que conta é o sabor. Nesta versão, a tainha ganha crocância e a pele que a envolve forma uma película bastante agradável ao paladar. Para aromatizar o azeite em que a ova será frita vale acrescentar uns ramos de alfavaca. Ela vai perfumar não só o prato, mas também o ambiente. E uma dica importante: antes de colocar a ova no óleo bem quente, deixe-a envolvida num pano de prato para secar bem e evitar respingos. Vire uma única vez, três minutos são suficientes de cada lado. Sirva quentinha, com limão galego ou mesmo com gomos de bergamota. O azedinho "quebra" a gordura.

E aí, vais comer ou vais ficar só de butuca, istepô?







terça-feira, 13 de maio de 2014

Em Floripa, almoce com as flores!




Lugarzinho aconchegante, colorido e com cheiro de manjericão fresco


Torta de limão, um clássico, para finalizar
Schiaccina de polvilho
Crepe de Salmão: rápido, leve e delicioso
Fazia um bom tempo que eu não passava por esse café da minha amiga gastrônoma Ceres Azevedo. Estes dias almocei por lá para uma reunião rápida de trabalho e tive a grata surpresa de encontrar um cardápio atraente num ambiente super astral. Esse café fica dentro de uma estufa de plantas e flores, a Verde & Cia Garden Center, na SC-401, e as mesinhas estão dispostas entre vasos de flores, temperos frescos, samambaias e frutíferas. Um charme. De entrada, a Ceres manda como mimo uma schiaccina quente de polvilho, quase transparente de tão fininha, temperada com sal e ervas. Para almoçar, várias opções leves e rápidas. Eu fui num crepe de salmão com salada verde e frutas grelhadas. Muito bom. Não deixe de tomar um chá aromático e escolher uma das muitas sobremesas do lugar, a especialidade da Ceres.
Docinhos cítricos para levar com você