Um dos maiores e mais emblemáticos chefs de todos os tempos, o lendário cozinheiro francês Paul Bocuse, disse certa vez a um jornalista, quando perguntado sobre a melhor comida que ele já tinha provado em mais de seis décadas de profissão, que a sua melhor experiência gastronômica tem sido a combinação de um azeite excepcional e um pão bem feito. Está aí para ele toda a essência do sabor: natural, simples, genial e original. Acho maravilhoso receber os amigos em casa, com um pão feito por mim mesma, um bom azeite e um vinho para acompanhar. É uma espécie de homenagem pessoal ou de doação que você faz para quem você gosta e que depois você compartilha em clima de festa. Na foto, o pão maior é o que costumo fazer (todos os meus amigos já o conhecem) e os outros (ciabatta, australiano, baguete) eu os compro prontos para compor uma cesta simpática de boas-vindas num jantar. Não sou nenhuma expert em pães e, por isso mesmo, vou deixar a receita dele para vocês porque o resultado agrada geral.
Massa:
1/2 kg de farinha de trigo especial
1 xícara de água
2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de café de sal
1 colher de sobremesa de açucar
5 gr de fermento biológico seco (aquele de envelope, metade
dele)
Como eu faço:
Coloco a água e o azeite num pote redondo e largo, vou
adicionando a farinha, o açúcar e o sal e vou mexendo.
Quando já estiver bem homogêneo coloco o
fermento. E dou uma primeira sovadinha, acrescentando
farinha se necessário (sempre é). Se você tiver máquina de fazer pão, coloque todos os ingredientes de uma vez e acione a função "amassar". Deixo descansando dentro desse bowl mesmo, por uma meia
hora, coberta por um pano de louça.
Depois coloco na pia, com um pouco de farinha, e dou uma
sovadinha melhor, nada mais que cinco minutos. Deixo
descansando novamente, por mais 30 minutos pelo menos (na
verdade, eu acho que quanto mais tempo ficar descansando
melhor, uma vez deixei o dia inteiro enquanto estava
trabalhando, e acho que foi o melhor pão de todos).
Depois é só abrir a massa, colocar o que você tiver disponível na geladeira dentro
(sugestão: mortadela, lombinho, linguiça calabresa, tomate,
azeitona, cebola, queijo, orégano, o que quiser, só não
convém colocar recheios "molhados" tipo tomate seco no
azeite ou molho de tomate, porque afeta o crescimento da
massa).
Eu abro como pizza, recheio como se fosse pizza, aí junto as
pontas no centro da massa, viro ao contrário e ajeito para
ficar redondinho. Em cima da massa coloco um pouco de sal
grosso e páprica picante. E faço pequenos cortes com a faca
em desenho de asterisco.
Asso por meia hora, em 250 graus mais ou menos. Ele não
precisa dourar muito, senão fica ressecado. Para saber se ele
está assado, eu o viro ao contrário e dou umas batidinhas, se
der aquele som de "oco" é porque já assou por dentro.
Na hora de servir, um bom azeite é suficiente. E, de preferência, deixe as pessoas partirem o pão com suas próprias mãos. Fica intimista e - não sei o porquê - mais saboroso.
Um pouco de tudo. De tudo, um pouco. Essa é a ideia. Mostrar o que há de saboroso, de inesquecível, de temperado. Coisas com sal. Pode ser um lugar para visitar, um cantinho novo para comer, um rótulo que vale conferir, uma traquitana para comprar. Poucas e boas pitadas compartilhadas com você. Dê a sua!
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terça-feira, 2 de outubro de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Limoncello caseiro em Floripa
Paulo Bonfiglioli, um italiano da região da Borgonha que aportou em Florianópolis há 17 anos, oferece para os clientes do seu restaurante, o Lo Stivale, um mimo delicioso ao final das refeições: uma dose de licor de limão siciliano, o famoso limoncello, feito em casa artesanalmente. A boa notícia é que o sabor não perde em nada para o clássico "Limoncello di Capri", o mais vendido nos restaurantes da Itália, ou para o Limoncello Vila Massa, produzido na Costa Amalfitana, região do Sul da Itália que pede o registro de origem do produto.
Uma curiosidade? Essa bebida é apreciada pela cantora canadense Avril Lavigne, que escreveu, na música "I Can do Better" de seu terceiro álbum de estúdio, The Best Damn Thing, "I will drink as much Limoncello as I can and I'll do it again and again and...", o que significa "Eu vou beber o quanto de Limoncello eu puder e eu vou fazê-lo de novo e de novo e...". Você também pode, fica aí a receita:
Raspe a cascas dos limões com cuidado, evitando tomar a parte branca. Deixe a casca dos limões junto com o álcool em um recipiente fechado por 21 dias, agitando-o uma vez por dia. Coe. Aqueça a água e misture bem o açucar até dissolver. Espere esfriar e junte à mistura dos limões. Tampe bem e deixe por mais sete dias. Depois, é só coar novamente e colocar no freezer ou na geladeira. Tim-tim!
Uma curiosidade? Essa bebida é apreciada pela cantora canadense Avril Lavigne, que escreveu, na música "I Can do Better" de seu terceiro álbum de estúdio, The Best Damn Thing, "I will drink as much Limoncello as I can and I'll do it again and again and...", o que significa "Eu vou beber o quanto de Limoncello eu puder e eu vou fazê-lo de novo e de novo e...". Você também pode, fica aí a receita:
1 litro de álcool de cereais (ou aqueles encontrados em farmácia)
1 litro de água
15 limões sicilianos
500g de açúcar
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Emmanuel, simplicidade que é um luxo
O chef Emmanoel Bassoleil consegue com simplicidade dar sofisticação às suas criações gastronômicas. Um exemplo é seu clássico Creme de Cenoura Aromatizado com Gengibre. Perfeito para essas noites mais frias, esse consomé é aquele tipo de "comfort food" indispensável. Além disso, é prático, rápido (não leva meia hora), fácil de fazer e com ingredientes muito, mas muito simples mesmo. Anote aí:
Ingredientes
- 700g de cenoura
- 2 colheres (sopa) de manteiga
- 1 cebola cortada em rodelas
- 2 folhas de louro
- 700 ml de caldo de galinha
- 100 ml de creme de leite fresco
- 1 pedaço de gengibre fresco ralado (50 g)
- Sal e pimenta-do-reino a gosto
Como fazer
Raspe e corte as cenouras em pedaços pequenos. Em uma panela, derreta a manteiga em fogo alto. Junte a cebola e refogue por dois minutos ou até ficar macia. Junte a cenoura em pedaços, o louro, o caldo de galinha e cozinhe até a cenoura ficar macia. Retire do fogo e bata tudo no liquidificador para conseguir um creme com textura homogênea. Volte a mistura à panela e junte o creme de leite fresco, o gengibre ralado e tempere com sal e pimenta. Deixe ferver por mais cinco minutos. Passe por uma peneira. Sirva em xícaras de chá (fica um charme) e decore com erva fresca.
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